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quarta-feira, 9 de março de 2011

Henrique numa boa com Dilma

Deu no Estado de São Paulo

O PMDB decidiu ficar na moita para preservar o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Pressionado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que mandava na direção de Furnas Centrais Elétricas – e viu o comando da estatal fugir de suas mãos, por decisão da presidente, Henrique Alves atritou-se não só com Dilma, mas também com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

A ponto de dizer a Lobão que não aceitava a indicação de Flávio Decat para a presidência de Furnas.

Acontece que Henrique Alves é o nome do partido para ocupar a presidência da Câmara de 2013 a 2015, no sistema de rodízio com o PT.

Se continuasse se desgastando por causa da disputa por cargos dos ministérios e do segundo escalão, não teria nenhuma condição se candidatar.

Numa conversa com Temer, foi aconselhado a mudar de tática.

Deu certo.

Henrique Alves acabou por levar o PMDB da Câmara a dar os 77 votos a favor do salário mínimo de R$ 545, voltando a cair nas graças da presidente, com quem conversou descontraidamente na quarta-feira, num papo recheado por brincadeiras.

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