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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Natal pode perder 36 mil empregos sem o Mundial

Desenvolvimento, obras de infraestrutura, investimentos e empregos. Não são apenas os jogos da Copa que poderão deixar de acontecer em Natal caso a capital potiguar perca o título de cidade-sede do mundial de 2014. De acordo com informações do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), Sílvio Bezerra, cerca de 36 mil empregos diretos na construção civil podem ser gerados até o ano do campeonato, como um dos reflexos do crescimento nos investimentos imobiliários na cidade. “Será uma tragédia para o setor de imóveis se Natal deixar de sediar os jogos”.

De acordo com Sílvio, a realização dos jogos em Natal são de fundamental importância para o crescimento da cidade, que se desenvolveria até 2014, o que é estimado para os próximos 30 anos. “O mais importante da Copa não são os jogos. São os empregos gerados no turismo, a melhoria da malha viária e as obras de infraestrutura que ficarão para a população após os jogos”, comenta Bezerra. Somente a prefeitura, tem garantido cerca de R$ 330 milhões para desenvolver o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, com vistas à adequação das vias ao aumento do fluxo de veículos e pedestres com a possível realização do evento.

Caso Natal perca o título de cidade-sede, especialistas em construção civil e empresários do setor, apontam que obras como o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o desenvolvimento do turismo local, a continuação das obras no porto e o início das obras de ampliação do aeroporto internacional Augusto Severo, podem ser ameaçadas. Além disso, o repasse das verbas adquiridas através do Plano de Aceleração do Crescimento pode ser suspenso, caso se confirme a exclusão.

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