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quinta-feira, 29 de julho de 2010

"Não sai no governo do presidente Lula e no meu governo muito menos", afirma Dilma

A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) firmou compromisso com o Rio Grande do Norte pela manutenção dos serviços da Petrobras no Estado.

Questionada pela reportagem do O Mossoroense, ela disse que em hipótese alguma a emenda ao projeto de lei que regulamentou a exploração do pré-sal, que consta a autorização da exploração de campos maduros (muitos deles em Mossoró) pela iniciativa privada será aplicada.

Ela disse que a autorização inclusa na emenda do deputado federal Daniel Almeida (PC do B/BA) não será levada em consideração em um eventual governo dela. "Não existe essa possibilidade. Essa possibilidade não existe hoje nem em momento algum. A Petrobras não sai do Rio Grande do Norte. Não há o que faça a Petrobras sair do Rio Grande do Norte. Não sai no governo do presidente Lula e no meu governo muito menos", frisou.

Quando tratou de questões nacionais, Dilma rebateu a acusação da também candidata à Presidente Marina Silva (PV), de que a petista não teria compromisso com as questões ambientais. "Nós temos levado a sério as questões ambientais das obras do PAC. Levamos a sério no período em que ela era ministra do Meio Ambiente e levamos no momento em que o Minc era ministro do Meio Ambiente. Tanto levamos a sério que depois que ela saiu o ministro Minc mostrou dados de desmatamento no período e ele caiu de 27 mil quilômetros quadrados para 7 mil. É o menor desmatamento da história e tudo indica que isso continuará. Temos uma política rígida contra a comercialização de madeira extraída da Amazônia", concluiu.

Ela falou também que não preocupa o discurso do candidato do PSDB, José Serra, que tenta incutir medo entre os eleitores. "A esperança faz com que sejamos movidos. Antes havia o medo, a esperança venceu e vai vencer de novo porque nós temos os indicadores sociais, os investimentos em educação e 14 milhões em empregos gerados para vencer o medo", argumentou.

A candidata do PT voltou a tratar com ironia o fato de a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), candidata ao Governo do Estado, e o senador José Agripino (DEM), que disputa à reeleição, fazerem elogios a Lula e adotarem o discurso de oposição moderada. "É que se posicionaram contra projetos como o Prouni que tinha o objetivo de atender à população de baixa renda que jamais sonhou estudar em uma universidade pública ou privada. O DEM entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Prouni pedindo inconstitucionalidade. Eles foram contra o programa. Sempre chamaram o Bolsa Família de 'bolsa esmola'. Eles querem posar de equilibrados e que fizeram uma oposição civilizada. Eles eram contra o governo Lula do primeiro ao último dia. Lamento muito isso. Eles têm o direito de fazer a crítica porque esse é um direito democrático. Só não podem ter posições que criem confusão na cabeça do eleitor", alfinetou.

Candidata firma seu compromisso com a educação e o desenvolvimento tecnológico

Em palestra aos participantes da 62ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), defendeu o desenvolvimento tecnológico como forma de melhorar os índices sociais no Brasil. "Precisamos da educação de um lado e do desenvolvimento científico do outro. Tenho orgulho de fazer parte de um governo que fez da ciência um instrumento de desenvolvimento", afirmou.

Ela disse que o número de bolsas do CNPQ e CAPS dobrou entre 2007 e 2008. "Saímos de um patamar baixo para R$ 40 bilhões em investimentos. Foi justamente um torneiro mecânico que teve essa visão", acrescentou.

Ela disse que o projeto de nação do presidente Lula que ela quer dar sequência passa por toda a comunidade científica nacional. "Não falamos do ponto de vista de quem promete, mas de quem fez os indicadores sociais do país melhorarem e acabou com aquela história de dependência ao FMI", disse.

A candidata destacou a importância do evento e fez um breve relato sobre as participações dela nos encontros no passado. "A SBPC tem uma importante contribuição não só para o desenvolvimento da ciência, mas também na luta pela liberdade de pensamento num momento em que ela era reprimida", frisou.

Ela disse que durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-02) as universidades federais foram sucateadas e o ensino técnico travado por uma lei. "Mudamos essa realidade", concluiu.

A ex-ministra disse que o Brasil mudou a postura em relação as empresas que decidem investir no país. "Nós temos tido o hábito de exigir transferência de tecnologia dos países que querem investir no Brasil. Fizemos isso na TV digital. O desenvolvimento da Coreia (do Sul) e do Japão passou por isso", acrescentou.

Petista destaca avanços sociais e defesa dos direitos da mulher no encontro da SBPC

Ao falar de questões sociais, Dilma Rousseff reforçou o compromisso com a erradicação da pobreza e defesa dos direitos das mulheres.

Ao falar dos avanços sociais, ela disse que mais de 24 milhões de pessoas no Brasil deixaram a linha de pobreza. "Meu compromisso é com erradicação da miséria porque muitos ainda ficaram nessa condição. Vamos levá-los à classe média. Vamos conduzir os brasileiros a essa nova realidade. É preciso governar olhando para os miseráveis trabalhando pelo crescimento econômico com distribuição de renda", acrescentou.

Sobre as mulheres, Dilma disse ser necessário que seja feito um investimento no setor habitacional com o objetivo de incentivar que as casas fiquem em posse das mulheres. "Quando as famílias se desagregam o homem sai de casa e deixa a mulher com os filhos. Ela não pode ficar em situação vulnerável", declarou.

A ex-ministra disse que representa as mulheres que saíram de casa para demonstrar força e competência. Ela destacou a importância de fazer a Lei Maria da Penha ser cumprida. "A Lei Maria da Penha tem que funcionar do Oiapoque ao Chuí", garantiu.

Ao comentar o governo Lula, Dilma disse que a administração mudou a autoestima dos brasileiros. "Tenho orgulho de fazer parte das transformações desse governo que mudou uma questão cultural do país", completou.

Miscelânia política acompanha toda a agenda de Dilma

Uma verdadeira miscelânia política esteve cumprindo uma agenda comum em plena campanha: acompanhar as atividades do presidente Lula. Todos estavam à espera da candidata do PT desde cedo no Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim.

Da coligação "Vitória do Povo" encabeçada pelo governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), que tenta à reeleição, estiveram presentes o próprio chefe do Executivo estadual, as deputadas federais Sandra Rosado (PSB) e Fátima Bezerra (PT), os deputados estaduais Fernando Mineiro (PT) e Larissa Rosado (PSB). Dos políticos atualmente sem mandato destaque para os candidatos ao Senado, Wilma de Faria (PSB) e Hugo Manso (PT).

Da coligação "Coragem para Mudar" estavam presentes o ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT) ao lado do candidato a vice Álvaro Dias (PDT) e o postulante ao Senado, Sávio Hackradt (PC do B).

Da coligação "Por um RN Melhor" estavam os candidatos à reeleição deputado federal Henrique Alves (PMDB) e o senador Garibaldi Filho (PMDB). A ausência percebida foi do deputado federal João Maia (PR).

Entre os prefeitos destaque para o prefeito de Parnamirim, Maurício Marques (PDT), e de Lajes, Benes Leocádio (PP), que preside a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn).

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