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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Em evento, Lula diz que querem tirá-lo da campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ontem (29) em um evento oficial em Porto Alegre, que querem tirá-lo da campanha eleitoral. Ele afirmou também que irá participar ativamente da campanha.
"Tem gente que quer me tirar da campanha, mas tenho obrigação de participar e escolher quem será meu candidato ou candidata", disse o presidente, em evento para a assinatura de contratos do PAC.
É a segunda vez que Lula fala sobre uma tentativa de tirá-lo da campanha. A primeira, no entanto, foi feita em um comício para a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.
No comício de Dilma, que aconteceu no dia 16 no Rio, Lula criticou a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau. "Querem me inibir para que eu finja que não a conheço. Até botaram uma procuradora no meio para fingir que eu não a conheço", afirmou.

DESANCAR EMPRESÁRIOS - Ontem, Lula disse também que, em época de campanha eleitoral, os políticos mudam seu discurso e, no palanque, passam a "falar mal das pessoas que eles sabem que não podem falar mal, porque são quem financia suas campanhas".
Segundo o presidente, nenhum político, nesta época, fala mal de catador de papel ou de movimentos pela moradia. "Esta época é de desancar empresário, de 'bater' em banqueiro", disse Lula, sugerindo que esse discurso agrada ao eleitorado. "É assim a lógica da política nacional."
Ainda de acordo com Lula, a política é "a arte do óbvio", que é fazer "aquilo que o povo precisa, sem inventar".
Lula participou de evento para a assinatura de contratos do PAC para duplicação de duas rodovias federais no Rio Grande do Sul e para a construção de novas moradias, além de obras de mobilidade urbana em Porto Alegre, para a Copa de 2014.
Cinco ministros acompanhavam o presidente, além do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), e do ex-governador Olívio Dutra (PT) --com o qual conversou "ao pé do ouvido" durante todo o evento.
Lula assinou contratos para duplicação de duas rodovias federais no Rio Grande do Sul e para a construção de novas moradias, além de obras de mobilidade urbana em Porto Alegre, para a Copa de 2014.
Ele também visitou as obras de reforma do estádio Beira-Rio para a Copa de 2014. À noite, ele participará de um comício com a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, na capital gaúcha.


Lula não vai responder às críticas feitas por colombiano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai responder às criticas feitas na quarta-feira pelo seu colega colombiano, Álvaro Uribe, que, em nota, o acusou de minimizar a crise envolvendo Colômbia e Venezuela ao dizer que via entre os dois países um "conflito verbal."
"Lula tomou conhecimento das declarações e não considera apropriado que se responda esse comunicado", disse na quarta-feira o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.
"O presidente já declarou que lamenta a situação que se criou entre a Colômbia e a Venezuela e acredita que a estabilidade das relações entre estes dois países amigos e tão importantes na nossa região, é fundamental para a tranquilidade na região e para o avanço da integração regional", completou ele.
Na nota, Uribe diz que "deplora a forma com a qual Lula, com quem cultivamos as melhores relações, tenha se referido a nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como se fosse um caso de assuntos pessoais."
O comunicado critica Lula ainda por ter ignorado a ameaça que representa a presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano.
A crise entre os dois países se intensificou depois que a Colômbia levou à OEA (Organização dos Estados Americanos) denúncias a Venezuela abriga guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional). As acusações levaram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a romper relações diplomáticas com Bogotá.

ADIAMENTO - O Brasil não tem expectativa nenhuma do encontro de ontem em Quito, no Equador. Brasília que vê a reunião de chanceleres como mera estratégia para ganhar tempo até a posse de Santos, informa a colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde.

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